BLOG DO SÉCULO XXI Bai BLOG DO SÉCULO XXI: Dezembro 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

Já não me importo

Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.

Fernando Pessoa

O Amor, Quando Se Revela.

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.


Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…



Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!



Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!



Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Fernando Pessoa

Hino à Paz













Me sinto triste quando estou longe de vc


Eu Te Amo,

Te Amo,

Te Amo

Marisa Monte


Composição: Roberto Carlos
Tanto tempo longe de você

Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor de lhe encontrar

Cartas já não adiantam mais

Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você

Eu te amo, eu te amo, eu te amo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

Que a Luz do Menino Deus
Seja constante nos seus caminhos, 
Iluminando todos os dias de sua vida. 

Que seus momentos 
Sejam repletos de felicidade, paz e alegria 
E, que dentro do seu coração 
Estejam presentes os sentimentos 
Da bondade, do amor, da caridade. 

Que o Menino Deus
Abençoe sua saúde, seu trabalho, 
Suas vitórias 
E todos os sonhos seus.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fica só entre nós




Entre o consciente e o inconsciente, aquele sopro elouquente que te faz gente, e só você sente. Sopro tão de repente que cala o consciente, abafa seu conteúdo mudo, miúdo, e agora, você chora.
Derrama no fluxo veloz do mundo em movimento, sem tempo, um outro tempo que vem de dentro, e esse não passa, não há movimento. Você senta e pensa, e entre o consciente e o incosciente se faz gente, e nisso mente. Por dentro é tudo quente, fervente. Por fora, ora, você chora.
Por dentro uma máquina humana. Ainda lá dentro, algo que não é, nem nunca será, uma máquina. Por fora, tudo desumano. Por dentro, tantos ‘eus’ que não podem ser apenas um. Por fora, algo mutante a cada instante.
Entre opostos e semelhantes há apenas a igualdade desigual que faz do norte algo tão desnorteado.
Entre o cérebro e o pensamento tudo aquilo que te lança no mundo de forma ímpar, aquilo que te faz humano, como jamais poderia ser, se não assim sendo.
Entre a dúvida e a certeza, o soluço e o suspiro.
Entre a razão e a emoção, a lógica e o sentimento.
Entre o corpo e a alma, eu e você.
Entre essa loucura sã e essa lucidez insana, o nosso silêncio.

fernandatavares 

Texto de ontem…



Tempo, tempo, tempo…
De lá logo vem ele de cá, e de cá pra lá sem a gente perceber que ele já se foi, já era, é só saudade agora.
Aquilo tudo que foi, vem na lembrança agora tão breve, tão só, tão suave, manso e mudo também. Vem agitando e contagiando. Vem trazendo mais, mais e mais saudade.
Máquina do tempo. Desejo de hoje, ontem e sempre. Bastante ontem. Bastava ele, o ontem aqui hoje. Nostalgia profunda agora. Inútil e tremenda também. Demora nisso, perde tempo na saudade. Enquanto passa o tempo, a saudade não passa. Nem a nostalgia invasiva. Mas o tempo, passa. Passou…
Passou o ontem, o agora e até a saudade. Não. Saudade não passa. Esquece, às vezes. Aquece, outras vezes. Permanece, todas as vezes.
Saudade pra quê? Saudade pra sempre..
.
…para dar a certeza de que o tempo vale à pena. Pena que passa. Passou…

fernandatavares

Ilusão insana



Intocável. Inatingível. Impossível. Inacessível.
Isso sou de mim, e todos somos de nós!

O ‘eu’ que vejo de mim é sempre vago de si, pois ele nunca está completo, sempre há os buracos vazios que carregam o peso de ser o ‘eu’ que nunca sou, mas que tanto acredito ser.
Busco-me, impossivelmente a cada dia. Preencho-me e encho-me de buracos de mim, intocáveis. Cegueira, daquelas que não te deixa nem mesmo enxergar-se. O que vejo de mim é tudo aquilo que não sou, mas que vivo buscando ser. Ilusão dos sãos. Morrem com seus projetos de ser impossíveis de ser em si, morrem sem ser o que sempre pensaram que fossem.

[Como todos nós. Amém.]

fernandatavares

Overdose de Ser



Eu guardo comigo o passado e tudo aquilo que com ele passou. Eu passei.
Olho para traz e paro exatamente aqui, nesse passo, nem meio à frente. Paro aqui, para daqui olhar lá. Assisto todo o devaneio nostálgico e íntimo que por ser assim tanto é esconderijo de mim mesma.
Vejo no sonho interno cada pedaço de mim microscópico que nunca ninguém chegou perto. Sinto-me em mim, lá dentro sufocada de tanto me ser. Paro tudo. Quero morrer nessa overdose de ser que sou agora.
Sou, portanto, só isso. Sou cada pedaço que ficou, cada parte que nem não cabe mais, mas é só lá que sou. Nesse tanto de eu em mim, sou lembrança de ‘eu’, lembrança de mim…

fernandatavares

Praia de Amores



Na Praia dos Amores





Sentado na praia dos amores olhei a lua de prata
O mar, chegou mansinho...veio beijar-me os pés
A noite estava calma igual ao mar da minha alma
A lembrança dos teus beijos,. no sorriso lés-a-lés.
.
Na areia, desenhei no abraço, silhuetas na noite
O espelho nas águas, mostrou reflexos de amor
A musica das ondas, sinfonias sentidas no deleite
Gemidos doces, cantando vitórias de vencedor.



Abraçados na praia dos amores sob a luz de prata
Cantando baixinho, dançando nus - dueto afinado
Sem preconceitos somos um, no corpo com alma
Está escrito nos céus nas letras do sorriso amado



Inspirados, entre juras de amor - festa dos sentidos
O mar cobiçoso,sem pejo assistiu aos nossos beijos
Quando aportámos, lá no cais não havia mais ruido.



Só o nosso sussurro; encontrámos a estrela-d"alva
O mar cobiçoso,sem pejo assistiu aos nossos beijos
Na praia dos amores, fiz - amor sob a luz de prata.







PjCondePaulino

domingo, 12 de dezembro de 2010

UMA VISÃO BEM HUMORADA DO AMOR



"O amor é simplesme

bebes d amor.jpg
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que
nunca vistes.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso se chama seqüestrador.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar pra fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém.
Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver
estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.


"O amor é simplesmente... o amor".
nte... o amor".

Sempre, para sempre

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente 
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto 
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso 

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto 
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor, 
Sem amor

O amor é tudo, 
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre

sábado, 11 de dezembro de 2010

Com o passar dos anos





Com o passar dos anos, os amigos serão os únicos que nos
lembrarão bem e serão capazes de nos a dar algum vestígio de
quem um dia fomos e quem estamos nos tornando.

Essa “coisa” de amizade é algo que está no coração,
mas não nesse coração aqui,do lado esquerdo do peito
do corpo da gente. Amizade fica no meio do coração
da nossa alma.

Que tenhas:

____SUCESSO

Em cada faceta de sua vida!


____APRECIAÇÃO...

De todas as coisas maravilhosas sobre você.____


URGENCIA DE TI


O tempo urge...
os dias, as horas, os meses.
Eu te quero comigo:
Olhos nos olhos,
pele,
cheiro
voz!
Eu te quero corpo,
Te quero alma,
Te quero!
Vem, o tempo urge...
E a vida não espera.

É ASSIM QUE TE QUERO, AMOR...

Blog de intensospensamentos :INTENSOS PENSAMENTOS..., É ASSIM QUE TE QUERO, AMOR...
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

(Pablo Neruda)
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